segunda-feira, 14 de abril de 2003

Trabalho de frente pro mar, no último andar de um prédio na orla de Salvador. "Meu" computador (que é da galera mas como eu chego às 7, sento aqui e pronto... eheh) é de frente pra uma grande janela que me permite contemplar a natureza dando espetáculo.

Enquanto ouço Cassia Eller, sem muita coisa pra fazer, observo uma tempestade no mar. Lindo. A chuva forte, as núvens cinza... a luz difusa da manhã... do lado de cá, em terra, o sol brilha normalmente mas minha atenção está voltada para o horizonte e para aquela tempestade. Penso que os ventos estão trazendo esse turbilhão de água para perto...

Qualquer hora dessas abro a janela para ouvir esse mundo e para deixar que essa tempestade entre logo aqui e lave toda a sujeira de minha vida... qualquer dia desses...

domingo, 13 de abril de 2003

mibalas mibalas...



só mágica mesmo pra me fazer parar por esses dias.

Sinto um desequilíbrio na força e sinto um clima pesadíssimo no ar. Talvez seja a proximidade da Semana Santa e toda essa supervalorização da paixão, da dor e da angústia da Sexta-feira da Paixão. Mas talvez não.

Seja lá o que for, esse desequilíbrio não me deixa quieto e não posso cuidar da minha coluna direito. Um milhão de coisas para fazer, muitos buracos para tapar, muitos galhos para quebrar. Além disso, tem o mundo de bêbes chorões, que reclamam de tudo na vida... eu com minha vocação para muro de lamentações, recebo os choros e os murros desesperados... voltar pra Psicologia? Talvez! Pelo menos posso aprender melhor o que fazer com tanto doido na minha vida...



Esse post tá meio desequilibrado tb... pq são 12 e meia e eu não comi nada ainda...

quinta-feira, 10 de abril de 2003

ESTANDO AO SEU LADO

(eu mesmo)



Toda vez que estou ao seu lado

Sinto a língua coçar

E meu coração disparar

De tão encantado...



Fico querendo falar

Do que estou sentindo

E que quando te vejo partindo

Da vontade de chorar...



É um choro misturado

Com dor, medo, raiva e alegria

É até difícil de entender...



E eu aqui sentado, calado

Vou escrevendo a sua poesia

Porque não sei o que fazer!

domingo, 6 de abril de 2003

Algo me incomoda... e não é a dor na coluna (que está melhorando mas longe de estar bom)...



Passei todos esses dias (desde quinta) sem acessar à internet... sem prosseguir com minha insistente e laboriosa técnica de fazer os dias passarem mais depressa para que o futuro, que eu tanto quero que chege, chegue do jeito que eu desejo... e como não sei o que desejo exatamente, fico como um cãozinho sentado no meio de uma estrada... contemplando as duas margens sem precisar alcançar qualquer uma delas.



Sinto que, muito mais do que a indecisão, que angustia bastante, o problema é não ter o que escolher, ou melhor, não faz sentido escolher. "Deixar o tempo passar" é o trato... mas como? como deixar que ele passe sem agir, sem me posicionar? Sinto-me como esse cãozinho no meio da estrada... alheio aos perigos (que ainda não apareceram, mas virão, certamente, pela frente ou por tras)... e atento aos chamados dos lados da estrada...



E enquanto não há diferença entre estar lá ou lá... fico aqui mesmo... nessa inércia chata... só tenho medo de uma coisa... no dia em que eu for pra um lado, não poder contemplar o outro claramente... ou então que uma carroça passe por cima de mim, o que é bem mais provável...



(ai, Lucas... por sua culpa eu terminei escrevendo sem os argumentos que eu queria... escrevi do jeito que veio na cabeça)

quarta-feira, 2 de abril de 2003

oi... a falta de post não é falta de novidades ou de textos interessantes... é tudo culpa de uma super-hiper-mega-ultra-cyber crise de coluna que tá me deixando, além de preocupado, um pouco triste... mas nada demais... tudo passa, tudo passará...



Estive pensando... uma das coisas que me deixam mais triste hoje em dia é um pequeno ato que, normalmente, é abominado por 9 em cada 10 pessoas na face da terra: satisfação... Acho que minha vida fica cada vez mais chata quanto menos satisfação eu tenho a dar para alguem. Droga, explicar-se significa que alguém quer saber de você, entende? Hoje, por exemplo, sai de casa às 6:30 da manhã e só cheguei às 12:30 da madrugada... a única coisa que fiz foi falar que não chegaria em casa pra almoçar e jantar... e só... nada de desculpas, nada de negocioações... ninguem para quem eu ligasse pra dizer "olha, eu to aqui na pizzaria com uns amigos e não devo demorar... isso... só amigos, quando chegar eu te ligo, tá?"... sinto falta dessas coisas! Me sinto meio solto no mundo quando penso isso...



Algumas coisas me salvam, me fazem melhor... quando uma amiga pede pra que eu ligue quando eu chegar em casa, preocupada com o horário (já que moro longe)... ou quando recebo um e-mail perguntando "onde tá tu"? Isso me deixa melhor... mas ainda sinto falta de alguem que me pergunte: "Onde é que você esteva até uma hora dessas???"

sexta-feira, 28 de março de 2003

O Amor que me leva

(Fábio Bito Teles - 28/03/2003)



Com um sopro leve e insistente

Sou levado mar a fora

E não há quem possa agora

Me fazer mudar de idéia, de repente



Me deixo conduzir contente

Por um vento com nome de senhora

E com essa mulher, não vejo a hora,

Terei uma conversa, frente-a-frente...



Que coragem pareço ter

Gritando aos ventos para encara-los

Será que os ponho pra correr?



Aqueles que chegaram a me conhecer

Sabem que vou obedece-los

Esses ventos que me dão forças pra viver...
Antes do texto que virá, uma série de indicações...



Maria Dolores (Lola) me indicou o blog de Cora Ronai que, por sua vez, indicava esse blog (Peace Blogs.org)...