quarta-feira, 21 de setembro de 2005

O sol vai se pondo la fora e eu perdendo uma tarde em frente ao computador de meu tio, tentando consertar uma impressora. Bem típico, não é? Fiquei me perguntando, rodeado de discos de instalação e janelas de downloads, que porra é que eu to fazendo aqui?! Eu sou do "suporte"?! nem...

Estudo (ou finjo que o faço) jornalismo há quase quatro anos... e porque me jogo pra consertar computador?! Fazer site?! Criar cartaz? Salvar tartarugas marinhas? Porque me jogo a ensaiar uma música? a chutar uma bola? Tenho feito tantas coisas ao longo da vida, e coisas muito diferentes.

Lembrando do PC, acho que sou mesmo um pato... tipo aquele que até voa, nada, anda e canta... mas não faz nada direito.

Não seria hora de me especializar? De concentrar energias em uma coisa que me de prazer, que eu faça bem feito, e que eu ganhe alguma coisa?

Penso nisso... e já é noite... estou com fome e a impressora ainda apita...

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Que há com meu nome?!

Outro dia implicaram com meu nome... C-A-R-A-C-I-O-L-O... é tão difícil assim?!
Não tem nada dobrado, não tem nada mudo... assim... se escreve como se fala, puxa!
Tem até comunidade no ORKUT...
O povo gosta é de complicar as coisas...
Um editor, na semana passada, me deu até lição de moral quando ouviu meu nome, pode?

- Como é seu nome, rapaz?
- Fábio Caraciolo
- Caracciollo? Como é que escreve isso?
- Do jeito que fala. C-A-R-A-C-I-O-L-O.
- Não tem nenhum SILVA, SANTOS, no seu nome?!
- Tem Teles.
- Ai, Telles. É muito mais simples.
- Mas Teles é com um "L" só, meu amigo.
- Mesmo assim, é mais simples, viu?!
- Mas meu irmão é jornalista e já assina Teles... fica repetitivo, sem marca.
- Mas o maior princípio do jornalismo é a objetividade.

TSC TSC...

OBJETIVIDADE É O CARALHO! ESCREVA MEU NOME CERTO! ehhehehe

quarta-feira, 7 de setembro de 2005

O que quero para o futuro?!

Acordei hoje pensando nisso. Oras, há muito tempo deixei essa bobagem de "carpe diem" e comecei a pensar melhor em viver o presente estando muito atento ao futuro. Como sei que não vou morrer amanhã, tem um monte de coisas possíveis de serem realizadas com calma, sem afobação, sem precipitação.

Mas fiz meu exame de vida no caminho de casa até uma reunião (sim, uma reunião no sete de setembro)... vou me formar no final do ano, trabalho num lugar muito tranquilo, onde me sinto sub-aproveitado e super-valorizado (isso mesmo, faço pouco e ganho muito, desculpa!). Tenho uma namorada, minha companheira, meu amor. Tenho algumas contas para pagar... vivo com minha família e sou muito feliz, aliais, somos todos muito felizes, graças!

Diante deste quadro, comecei a imaginar o que estarei fazendo daqui há um ano... depois, daqui há três anos... e daqui há 5? Onde estarei?

Tenho alguns sonhos, algumas idéias... quero continuar estudando fotografia, quero continuar a fotografar... mas quero viajar também. Seria muito bom se eu conseguisse emplacar um projeto para fazer as fotos que quero... quero comprar um apartamento, quero me casar, quero ter um filho... quero pagar as dívidas... por enquanto, eh o que eu quero... quero também (nao custa sonhar), publicar na National Geographic, nem que seja uma "carta do leitor"... eehehhe...

eh isso... eu quero

terça-feira, 6 de setembro de 2005

Durante o mes de agosto, estive no Pará. Fui com uma missão dos jesuítas à vila de Jenipapo, na Ilha de Marajó. Eramos 6 jovens (Tássia, Carol, Deinha, Renata, Márcia e eu) e Robertinho, "o padre"... a experiência foi maravilhosa, impactante... escrevi pouca coisa sobre aquilo tudo, mas fotografei muito. Ao todo, eu e Tássia fizemos 30 filmes e mais uma porção de fotos digitais... mas alguma coisa escrita saiu naturalmente, numa noite daquelas, ouvindo os grilos e os sapos...

DIÁRIO DO JENIPAPO 1

"No dia em que pegamos o barco, de Belém para o Marajó, ainda tinha dúvidas de como seriam as coisas por aqui. A viagem começou agitada, com o mar da baia tirando meu sono e embaralhando meus pensamentos.

De coração aberto eu dormi e acordei com os primeiros raios do dia, e algumas poucas vozes ao longe. Avistei logo o trapiche e o porto de Jenipapo. Muita gente esperava por qualquer coisa ou gente vindos da cidade. Eu esperava reconhecer alguma cosia o mais rápido possível, porque tudo aquilo era muito estranho. As casas todas de salto-alto, ligadas por pontes e caminhos também elevados. À primeira vista parecia feio, mas a luz do lugar e o sorriso das crianças me encantaram. Desde então, não consegui parar de sorrir e agradecer por este presente, por este chamado.

Não fiz muitas fotos desde que cheguei. Enquanto não passava o encantamento, não pude pensar em outra coisa senão contemplar esta graça de Deus. Caminhei por entre as casas suspensas, parecendo imensos puleiros, cheguei a um telefone e fiz contato com o povo de casa. Ao discar os primeiros números, não tive dúvidas de que achariam estranho se eu dissesse que era maravilhoso. Quando cheguei, por um instante, achei que não seria capaz de conviver bem com um desconforto crônico – ainda mais eu acostumado com banho quente, coca-cola, internet e carro. Mas a imagem das dezenas de redes entrecruzadas pelos dois andares do Capitão Renan, na viagem de vinda, me fizeram lembrar que o belo às vezes se esconde em coisas muito simples. Mais tarde, quando fui deitar em minha rede, já não tinha mais dúvidas de que o meu caminho era aquele mesmo, e que todo o sacrifício valeria a pena se eu estivesse de coração aberto."
um espaço em branco e uma vida cheia... noutras vezes, vida vazia, sem qualquer espaço para escrever... porque nunca há o equilíbrio?!

Há tempos descobri que somos nós que devemos equilibrar, e não esperar que tudo se ajeite. Numa conversa de elevador com uma fotógrafa amiga minha, ouvi dizer que o mundo é um grande caos, que não há qualquer organização, e a arte de fotografar consiste na justa ação de equilibrar este caos...

Deixando de enrolação, vou tentar voltar a escrever nessa banana aqui, sem avisar a qualquer pessoa, sem me preocupar com o que virá. Só quero matar essa vontade que me deu de escrever, de colocar pra fora o que está guardado há tempos. Não é nada demais, nada tão poético. É só porque gosto do barulhinho frenético do teclado do meu laptop quando digito alguma coisa sem pensar, sem parar, e só vou ouvindo o tic-tic-tic-tic...

E é assim... não há qualquer promessa ou compromisso com este retorno repentino... é apenas um começo, que ainda não tem fim, nem meio... um começo e ponto.

terça-feira, 26 de abril de 2005

Fotografia e cotidiano
por fábio caraciolo
Quando o primeiro homem conseguiu fixar a primeira imagem sensibilizada pela luz numa superfície, ele não imaginava em que aquilo se transformaria. Das grandes e desengonçadas câmeras escuras até as microcâmeras em celulares, a fotografia ganhou um espaço na vida do homem moderno que não pode ser tirado.

Alguns dados para parecer verdade: No Brasil, com uma população de quase 170 milhões de pessoas e pouco menos de 45 mil domicílios, estima-se que 66 milhões de brasileiros tenham uma câmera em casa. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Material Fotográfico e de Imagem (ABIMFI), circulam hoje no Brasil 24 milhões de câmeras fotográficas (22,4 MI de filme e 1,6 MI digitais).

É claro que a realidade de uma cidade grande é bem diferente desta sopa de números e letrinhas. Ao andar pelas ruas, a impressão que dá é de que há sempre alguém com sua compacta em punhos, pronto para disparar o flash. E nesta andança é que vem a dúvida: porquê as pessoas fotografam tanto?

O primeiro impulso é o de sair perguntando, mas a observação já dá algumas respostas. Há quem fotografe para guardar na memória as férias na praia. Há também quem fotografe achando que vai ganhar dinheiro. Tem o fotógrafo que não sabe pintar e “copia” do mundo o que é belo. Tem gente que fotografa compulsivamente, sem motivo algum. Tem quem fotografe porque quer fazer história, ou provar qualquer coisa. Há tantos tipos de fotógrafos e motivos quanto há modelos de câmeras disponíveis.

A fotografia tornou-se uma coisa tão comum e tão acessível que por vezes parece que perdeu aquela magia de antigamente. Uma fotografia já foi centro de ritos sociais. A família toda se reunia, colocava a roupa mais bonita e ficava horas esperando pelo clássico retrato. Hoje em dia poucos rituais de passagem contam com fotógrafos específicos. No dia-a-dia, para a foto da família no Natal, é só carregar o ISO 400 e mandar ver.

Além do barateamento do material para fotografia amadora, outro fator determinante para a popularização da fotografia foram as Minilabs. Pequenos laboratórios de revelação rápida, serviço barato e qualidade “padrão”. Ideal para todo tipo de gente que não tem tempo, encaixando-se perfeitamente na rotina acelerada do homem moderno.

Ainda que moderadamente, o processo digital sacramentou a fotografia no cotidiano das pessoas. A custo quase zero, ficou ainda mais fácil apertar o botão e sair capturando imagens a torto e a direito. Nos EUA, houve um aumento de 11000% do número de câmeras fotográficas digitais nos lares, em oito anos. Em 1996 eram 300 mil casas com digitais e a projeção para 2003 foi de 33 milhões. A pesquisa da Photo Marketing Association foi feita em 2002. Atualmente estes números devem ser bem maiores.

O cenário mundial é refletido regionalmente. Sinto que a fotografia avança e as câmeras fotográficas já são objetos obrigatórios nos lares. Quem é que não tem um porta-retratos ou um pequeno álbum de fotos 10x15? Quem é que nunca se aventurou a fotografar o “parabéns pra você” no aniversário do sobrinho? Quem nunca clicou que atire a primeira pedra.

quarta-feira, 6 de abril de 2005

Outro dia desses eu tava pensando (sim, eu penso!): "como seria viver sem internet"?

sim... porque eu não me lembro da época em que eu não tinha internet, apesar de isso ser há menos de dez anos. Quero dizer, eu me lembro sim dos remotos anos 90 (putz!)... mas são coisas (como jogar video game, jogar bola, ir pra escola) que até hj eu faço. Eu penso naquelas horas em que não tem nada, no horário entre seção da tarde e o BA TV... o que eu fazia??? porra! não consigo imaginar. Pra vocês verem como a internet mudou a minha vida, acho que se eu fosse obrigado a assistir "Como uma Onda" eu me mataria agora mesmo... eheheh...