sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

No coração de São Paulo

Ontem (quinta-feira) o dia foi longo. Acordei bem cedo e fui rumo ao centro de São Paulo, na famosa e curiosíssima 25 de Março. Para ir, peguei uma caronex básica com Ana... fomos eu e Carlinha, do OPA de Recife, fazer compras. Na verdade, eu só queria comprar DVD virgem, ela é que fez a festa. Não vou conseguir recuperar todas as minhas impressões sobre o local, mas posso adiantar que nunca vi tanto Coreano junto na vida. Eram quilos e quilos de coreanos mal-humorados tentando vender qualquer coisa a qualquer preço. Me empolguei na parte dos MP3 Players... fiz até uma listinha de preços e fiquem a vontade pra encomendar... vejam ai:

MP3 128MB - 120 reais (cabo USB)
MP3 128MB - 130 reais (USB no proprio aparelho)
MP3 512MB - 190 reais (USB no proprio aparelho)
MP3 1GB - 300 reais (USB no proprio aparelho)
MP4 256MB - 250 reais (video, foto, MP3, visualiza TXT)
MP4 512MB - 320 reais (video, foto, MP3, visualiza TXT)

Bem... terminada a seção muamba, voltemos ao relato de viagem...

Depois fomos na galeria Pajé... 12 andares de puro contrabando... ahaha... muito legal. Subimos e descemos de escada... Carlinha comprou um aparelho de DVD, uma mochila, duas bonecas e uma carteira, além de 20 DVDs virgens... eu só comprei os DVDs virgens mesmo.

De lá fomos comer um kibe no libanes da esquina... muito bom... vejam a foto:



E o dia terminou na volta de ônibus para casa, uma hora de viagem... tudo muito legal, com direito a muito sol e muita chuva durante o dia... ehehe...

agora fiquei com preguiça de terminar... depois escrevo mais...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006



Procurando emprego em São Paulo

São Paulo é uma cidade muito legal... no meio da semana tem até feriado. Estava pronto para sair pra procurar emprego quando me deparo com o aniversário da cidade. Mas como bom retirante que sou, não deixei meu objetivo de lado em nenhum momento, até mesmo no churrasco na casa de Cultura eu estava atento, procurando emprego... e olha que pode ser que eu tenha achado um rastro dele... é só esperar!!!

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

Estamos aqui... finalmente coloco uma foto das que fiz aqui em São Paulo desde que cheguei, no dia 10 de janeiro. Estou com dificuldade para acessar a internet com meu computador e por isso nao tenho como colocar muita coisa.

Esta foto mágica foi feita nas ruinas de uma capela na cidade de Bertioga, onde Pe. Antonio Vieira pregava antes mesmo de fundar São Paulo. O comentário que essa foto recebeu foi curto, mas disse tudo: "vc tem photoshop na cabeça, é?"

Pois é... eu não tenho! ehhehehe

terça-feira, 17 de janeiro de 2006

Talvez a coisa mais difícil do mundo seja se desacostumar com as coisas. Até pouquinho tempo eu tinha acesso fácil à internet. Desde o trabalho, em casa e em qualquer lugar na rua eu conseguia me conectar e me corresponder com o mundo todo.

Aqui em São Paulo as coisas estão diferentes... em uma semana, só consegui acesso em dois momentos. O primeiro deles para publicar o primeiro texto desta série de RETIRANTE... está então é a segunda vez.

Por isso não vou nem me preocupar em escrever algo mais elaborado. Apenas vou me ater a dizer que estou bem, morrendo de saudade!!!!! Estou fazendo muitas fotos e muitas fotos boas, na minha opinião... Quando tiver um tempinho vou colocar uma ou outra por aqui.

Meu programa por aqui é fazer a inscrição para seleção no curso de pós-graduação depois do dia 22 de janeiro e voltar para Salvador até o dia 6 de janeiro... e então esperar para ver o que o tempo nos tráz...

Pois bem... a história é essa... depois conto mais...

ah! São Paulo faz muito calor, muito sol... não choveu nenhum dia por aqui e também não faz frio... pela manhã chega a 21 graus, muito agradável se comparado com os 35 do resto do dia...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

Fazendo amigos em São Paulo

Dizem que o povo de São Paulo é frio, distante. Quando comparados aos baianos e pernambucanos fica parecendo que o povo daqui sofre com algum tipo de deficiência mental. Não é bem assim. O povo de São Paulo, inclusive, tem um potencial enorme para fazer amigos.

Cheguei aqui ontem à tarde, em Guarulhos, e peguei um onibus para Congonhas, onde alguns amigos iriam me recepcionar. Sentei na janela pra ficar olhando tudo o que eu pudesse, tentando já decorar alguns nomes de ruas, avenidas e bairros, marcando pontos estratégicos, no caso de eu me perder. No meio do caminho, um engarrafamento. Ah! Grande novidade um engarrafamento em São Paulo. Fiz a bobagem de não tirar fotos dessa experiência tão característica da maior cidade da América Latina.

Pois foi neste engarrafamento que comecei a pensar nessa minha tese de que os paulistas têm tudo para serem as pessoas mais bem relacionadas do planeta. No tal engarrafamento, ao lado do onibus, havia um caminhão de cerveja e seu motorista gordão. Logo na primeira parada, olhei para ele. Barba feita, cigarro na boca, sem sinto de segurança e uniforme branquinho. O tempo passou, fiquei olhando para outras coisas, alguns prédios, algumas pessoas na rua e, quando olhei de volta, o motorista continuava lá. Desta vez, ele também olhou para mim, mas desviou rapidamente.

Depois de 20 minutos, andamos um pouquinho, mas só um pouquinho mesmo, e então paramos. Ao meu lado, novamente, o tal motorista com seu caminhão de cerveja. Parecia compreensivo, apesar do calor de 30 graus que fazia. Eu estava no ar-condicionado, no bem bom, mas ele, coitado, pingava de suor. Nos olhamos de novo e ele sinalizou com a cabeça, completando com uma risada sem graça, que soou como "putz, tá difícil".

Segui no meu primeiro programa em São Paulo no anda-para-anda-para-buzina-anda-buzina-para-xinga a mãe do guarda. Quando chegamos a 40 minutos de engarrafamento, olhei pro lado e comecei a pensar se eu estava louco ou a barba do rapaz do caminhão ao lado tinha realmente crescido. Não consegui segurar o riso sem graça e ele retribuiu passando a mão na testa e jogando o suor na rua, e depois me mostrando a mão molhada.

Eu estava com o Diário Lance na mão, lendo, ou tentando ler a entrevista com Carlos Alberto, do Corinthians. Percebi que o motorista do caminhão olhava em minha direção fixamente. Quando olhei para ele, vi que estavamos dividindo a leitura do jornal. Resolvi brincar e segurei firme a página do jornal na janela do onibus, com as manchetes do dia. Demos risada e depois voltei para a leitura.

Pouco menos de uma hora depois, o engarrafamento foi se diluindo e segui viagem. O motorista do caminhão foi ficando para trás. Dei um tchau meio sem graça e ele buzinou sorrindo.

Quando cheguei em Congonhas, contei para o pessoal a minha história de como é fácil fazer amigos em São Paulo. Por aqui, passamos tanto tempo parados, uns do lado dos outros, que dá pra criar laços verdadeiros, e com gente de todo tipo.

domingo, 11 de dezembro de 2005

"Meio"

De repente, sem que eu percebesse,
já acontecia.
A história, sem ter um começo,
no tempo corria.
E a gente, sem referências,
apenas vivia.
O que se esperava, durante meses,
era a chegada de um dia.
Mas essa históra não tinha futuro,
só tinha magia.
E sem futuro, também não tinha fim.
O que eu faria?
Deixar como está, num meio sem fim,
será que eu podia?
Ou é melhor resgatar, na ponta do tempo,
o que a gente não via?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

No último pau-de-arara

Daqui há menos de um mês é minha formatura. Vou poder ser preso e ficar em cela especial. Logo depois pego o pau-de-arara que voa, da GOL, e vou pra São Paulo. Devo ficar no "túmulo do samba" por um mês, fazendo contatos, vendo como as coisas funcionam numa cidade grande.

Farei também a seleção para a pós-graduação numa faculdade de fotografia...

Nesse meio tempo, vou escrevendo minhas experiências como retirante na maior cidadee do Brasil... espero que meu público "cativo" volte a ler essas bobagens que escrevo.

No próximo post, defino as datas e começo a listar o que vai na mala do mala.