segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Carnaval Soteropaulistano

Janelinha do alto, do lado direito. É esse o meu camarote, a minha avenida, o meu trio-elétrico, a minha pipoca, a minha Barra-Ondina, a minha Marquês de Sapucaí, a minha Olinda, o meu Recife Antigo.

Carnaval Soteropaulistano em Moema, com tudo o que tenho direito. O problema mesmo é mostrar, neste blog público e "de família" qual o meu abadá... eheheh...

Em breve, novas notinhas sobre o carnaval do Retirante, com direito a novas aventuras de Zulu, o gato que queria ser tapete... AGUARDEM!!!!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Homenagem

Tassinha, minha amiga: se essa escada fosse do meu coração, essa pessoa estaria indo lá pro fuuuundo, onde vc mora... hehehe... beijão!!!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Missão de alegria
Jovens aproveitam as férias para saírem em missão e ajudar crianças carentes



fotos e texto: Fábio Bito Caraciolo


"Aqui a gente não tem uma praça, uma quadra, não tem lugar nenhum pra brincar”. A observação feita por Wanilson, 6 anos, retrata a situação do Loteamento Esperança, bairro da periferia da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Mas, neste fim de ano, cerca de 150 crianças da comunidade receberam um presente: um grupo de jovens missionários viajaram para montar uma brinquedoteca e uma fábrica de brinquedos na paradisíaca Natal.


Localizada próximo às praias da Redinha e Jenipabu, as mais famosas do litoral norte da capital potiguar, a comunidade é formada por moradores vindos da zona rural à procura de emprego, que chegaram há 15 anos.

Hoje, mais de 10 mil pessoas vivem no local com infra-estrutura precária. Há apenas um posto de saúde, instalado num imóvel alugado. Dois médicos prestam atendimento à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). E no quesito educação e lazer, a situação também não é das melhores. Não há escola pública nem praças ou áreas de lazer que possam ser utilizadas pelas crianças.


Foi esse cenário que fez a mineira Raquel Menezes, 14 anos, se deslocar de Belo Horizonte a Natal. “Tia Raquel”, como passou a ser chamada pelas crianças, aproveitou parte de suas férias para ser missionária. “Lógico que ir para a praia é muito bom, mas em missão a gente se sente útil”, pondera.

- A mineira Raquel, 14 anos, participa da missão em Natal - RN

Apesar de não ser uma prática comum, diversos jovens aproveitam seu tempo de férias para se engajarem em ações como essa. “No dia-a-dia estamos acostumados com uma rotina e esquecemos de detalhes como se divertir, brincar. Aprendi que há outras maneiras de brincar que não seja apenas ficar na frente da televisão. Melhor ainda é poder ajudar quem precisa”, conta Raquel.

“Meus dois filhos só falam coisas boas sobre a brinquedoteca. Adoram os jogos, as brincadeiras e as músicas. Lá em casa está uma festa. Acho que a experiência é maravilhosa por que, principalmente nas férias, as crianças não ficam mais na rua”, conta Marisa Barbosa do Nascimento, mãe de William Cristian, 9, e Wendel Dahny, 10.



- O piaiuense Daniel ensina regras do jogo criado pela própria comunidade

Para o estudante de Direito, Daniel Nogueira Passos, 23 anos, de Teresina, no Piauí, é mais fácil fazer um trabalho social longe de casa. “Não sei explicar porque, mas quando estou em Teresina não consigo participar de atividades com pessoas carentes. Minha motivação está no movimento de sair de casa, de viajar”, disse Daniel, que participou em 2004 de uma missão semelhante, na Ilha de Marajó, no Pará.

Dos 14 missionários que estiveram em Natal, pelo menos a metade tem menos de 25 anos e ainda estuda. “O mais importante é ver que não só são religiosos que se disponibilizam para participar de uma missão, mas também estudantes e jovens. Esta é uma prova de que é possível desenvolver um trabalho de responsabilidade social sendo uma pessoa normal”, avalia o jesuíta Marcos Vinícius Sacramento de Souza, 26 anos, que estuda Filosofia em Belo Horizonte.

Mudar o mundo – O tipo de interferência causado por uma missão como esta é sutil. Atinge somente a uma ínfima parte das crianças que são estatística. No Nordeste brasileiro, são 19,2 milhões de crianças e adolescentes (pouco mais de 40% da população), de acordo com o último Censo do IBGE.

Mas, para a baiana Vanessa Cunha Carmo, 19 anos, participar da missão “é querer mudar o mundo, de certa forma, mas é de maneira despretensiosa”. Para ela, que cursa Relações Internacionais na PUC-SP, tudo é uma conseqüência do serviço e da disponibilidade. “O que eu ganho são crianças contentes, e que me ensinam muito. Ganho também quando eu ensino, quando eu conto história. E assim está criada a corrente”, conta Vanessa (foto ao lado).

É realmente curioso ver pessoas de lugares e costumes tão diferentes trabalhando juntas, sobretudo sendo jovens. Nos intervalos das atividades, os missionários aproveitam para contar histórias de onde vivem, partilhar experiências de outras missões e planejar ações futuras. “A missão possibilita um ambiente intercultural, com pessoas de vários estados diferentes, de outros países também. Há uma vontade muito grande de se mudar um pouco a realidade da comunidade carente e ir multiplicando essa boa ação por todo o mundo”, conta Francisco Leandro Ferreira da Silva, 25 anos, que também é jesuíta e estuda Filosofia em Belo Horizonte.

A ação dos missionários não muda apenas a vida das crianças do local. As atividades na fábrica de brinquedos ficam sob a responsabilidade dos jovens e adultos da própria comunidade. Eles ganham as ferramentas, matéria-prima e também diversas instruções para produzirem seus próprios brinquedos, que podem ser vendidos para gerarem renda.

Em Natal, um dos destaques na fabricação de brinquedos foi o estudante Vandik Alves, 17 anos. “Aqui na oficina aprendi a usar as ferramentas e construir jogos. Ajudei na criação de vários brinquedos e o que mais gostei de fazer foi o xadrez”, conta Vandik, que aprendeu a jogar xadrez na própria comunidade e chegou a ganhar alguns torneios. “É muito prazeroso porque eu vou jogar e ensinar o jogo que eu mesmo fiz”.

Para o jesuíta Aldomarcio Margoto Dalbo, 25 anos, com o tempo os voluntários vão tomando consciência da importância da interação entre todos e percebem que eles podem se tornar os protagonistas do trabalho. “Trabalhar com eles, ensinar e aprender é uma coisa que me encanta muito, assim como me encanta a idéia de construir brinquedos”, conta Aldo. “Eu não tenho palavras para descrever o que sinto quando vejo as crianças e os próprios jovens da comunidade brincando com um jogo que acabamos de construir. O olhar impressionado deles quando percebem que são capazes de produzir coisas tão legais é maravilhoso”, completa.



As crianças aproveitam os jogos feitos na hora e não demoram para entender as regras, explicar para os colegas e espalhar a novidade. De carrinhos e aviões até jogos de tabuleiro e educativos, a fábrica de brinquedos dá vida ao projeto missionário e pretende garantir a continuidade dos trabalhos. “Não vamos para um lugar desses com a pretensão de solucionar todos os problemas. Também não podemos tornar a comunidade dependente de ações como essa. Por isso é preciso deixá-los bem preparados para fazerem isso sozinhos”, explica o padre Roberto Ribeiro Mesquita, 33 anos, líder da missão em Natal.

--> SERVIÇO: O grupo missionário BrinquedOPA, que organiza diversas missões durante todo o ano em parceria com a Fundação Fé e Alegria, Associação Grupo OPA e Companhia de Jesus, recebe doações de brinquedos, ferramentas, material de construção e em dinheiro para levar para as comunidades. Atualmente existem três brinquedotecas funcionando, duas na região Nordeste, em Natal-RN e Vazantes-CE, e uma na região Norte, em Jenipapo-PA. Para maiores informações, contato por e-mail brinquedopa@gmail.com

FatBoy Slim

Retirante volta a Sampa e já pega firme no batente. Os frilas para assessoria da DM9 ainda me salvam a pele e, no fim das contas, ainda garantem boas risadas e eventuais publicações na Caras... eheh...

Na última sexta-feira o dj FatBoy Slim (Norman Cook) passou por aqui para show. Mas não foi um show comum... o rapaz (esse magrinho da foto) garantiu a diversão dos desocupados, ou melhor, dos usuários do popular ambiente virtual Second Life.

Um pouco confuso e empolgado, ele fez o que pode com seu avatar (nome dado ao habitante do Second Life), desde trocar a cor do cabelo até dar uma engordada. O show durou uma hora e FatBoy conseguiu reunir até 400 pessoas ao mesmo tempo no espaço reservado do mundo virtual (só entraram os convidados).

No fim da brincadeira um dos jornalistas perguntou para ele há quanto tempo ele usa o Second Life para promover sua música e seu trabalho. A resposta foi inusitada:

- Pouco mais de uma hora...

domingo, 31 de dezembro de 2006


Resumo de 2006


E o ano tá acabando... coloco aqui mais uma listinha sobre 2006 e algumas coisas sobre 2007 e sobre este que vos escreve e fotografa...


Três Palavras: retirante, sensacional, borboleta
Música: Estrela, de Gil
Livro: Como água para Chocolate
Show: vários. Ensaio na quadra da Mangueira, no Rio.
Restaurante: vários japas
Viagem: Pro Rio com Vanessa
Filme: Nascidos em Bordéis
Bandas que mais ouvi: Los Hermanos
Álbum: 4
Um lugar: Praça da Sé, Paulista, Aeroporto de Guarulhos, Parque do Ibirapuera, Brooklin
(Re)Descobri: A poesia
Uma loja: Todo o Standcenter
O que mais valeu a pena: ter retirado para São Paulo
Um momento: Casa de Cultura, dia 2 de novembro, às 23h55, deitado na rede.
Planos para 2007: ter um apartamento para mim, terminar a pós, fazer Vanessa feliz
Uma frase: "Perdi o jeito de sofrer. Ora essa. Não sinto mais aquele gosto cabotino da tristeza. Quero alegria" (Manuel Bandeira)
O ano acaba assim: Muito bem resolvido.


quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Fragmentos

"Foi uma correspondência tão imediata e verdadeira que reconheceu de primeira o coração solitário que tentava conquistar. Era com o dele: de paixões verdadeiras, antigas e bem acabadas, mas ainda presentes, metamorfoseadas pelo uso da razão e culto ao passado. Não era tão surrado quanto o dele, mas se reconhecia de longe os gritos de um coração de "amores-para-sempre". Teve vontade de declarar-se copiosamente e sem amarras, mas a prudência o fez recuar e mudar de tática. Mas não fez nada diferente do que fez a vida inteira: conformou-se com o que recebia e esperou um recado dos céus ou dela própria, como sinal verde para um próximo passo. Era uma amiga única no mundo, talvez a sua última chance concedida pela providência antes de se entregar de uma vez à solidão dos românticos derrotados pelo mundo real"

Mais fragmentos

"resolveu reler suas poesias de antigamente para comparar os amores e se acostumar com as dores da batalha da vida. Eram tristes, meio pobres, e de verdade. Uma ou outra valiam a pena, mas a maioria não merecia terem sido escritas daquela forma. Eram quase seis anos de memórias poéticas escritas num caderno escolar azul. Na capa lia-se "poesias" em baixo relevo forçado por uma caneta sem tinta. Na primeira folha, a única coisa no caderno que não havia sido escrita por ele. Era uma carta de Rilke para o jovem poeta, em seu clássico livro que dizia: amar é bom porque amar é dificil. O amor de duas criaturas humanas talvez seja a tarefa mais dura que nos foi imposta, a maior e última prova para a qual as outras são apenas uma preparação. O amor mais humano consiste na mútua proteção, limitação e saudação de duas solidões"....

E outros fragmentos...

"o que tenho a perder? questionava. E ele mesmo respondia sem paciência: ela, burro! Era fato que não queria perder um laço tão forte por conta de um amor fora de hora, mas lembrou-se de que era a sua última chance, determinada por ele mesmo, porque já nçao tinha mais ânimo para regar novas paixões. Esta era diferente poque parecia já existir desde sempre, e estava apenas adormecida por todo o tempo. Não sabia o que fazer e tinha certeza de que a paciência era a sua maior e mais oportuna virtude"

sábado, 21 de outubro de 2006

Vou tomando pé disto aqui de novo que deixei abandonado muito mais por medo do que por falta de tempo. Mas sinto falta de escrever. Minha escrita é básica, rasteira. Escrevo muito mais pra me libertar dos fantasmas e materializar sonhos do que para impressionar.


Para voltar com o pé direito, jogo a citação que li recentemente no livro "Ninguém escreve ao Coronel", de Garcia Marquez.

"Fazia 56 anos - desde o fim da guerra civíl - que ele esperava.
Outubro era das raras coisas que chegavam".

De fato... outubro chega com sua primavera e sua renovação e eu em busca de uma deusa coroada.

FALTAM 8 DIAS PARA O MEU ANIVERSÁRIO! AAAAEEEEEEE!