Num papo poético, falávamos de coisas feias, com palavras feias... ai veio um espírito meloso e criativo soprando esta frase nos meus ouvidos:
"...mas deixe também que sejam feias as palavras, para que não fiquem comuns as mais bonitas. deixe também que venham os problemas, para que as vitórias sejam comemoradas. deixe que haja a distância, para que a proximidade seja rara e vivida intensamente, como se fosse a primeira e última vez..." (eu mesmo, às 2 da manhã de segunda-feira)
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2004
Várias coisas para escrever, várias mesmo! vamos por partes, não é mesmo???
xxxxx
Tudo que começa, há de terminar um dia... mesmo que dure para sempre, mas um dia termina!!!
Esta história começou em 16 de maio de 2003.
Quando eu saia daquele prédio, às 19h30, quase nove meses depois, eu percebi o quanto estava modificado. Sentia o gosto do dever cumprido... sentia aquele mesmo insuperável gosto de ter acertado. Não tinha nem sobra do frio na barriga do primeiro dia, quando até o nome azul iluminado me assustava.
É engraçado como as coisas estão diferentes hoje em dia. Nem a clássica camisa de gola pólo eu tava usando. A dúvida e o medo do início deram lugar a outras coisas. Na verdade, no mesmo estacionamento, nove meses depois, percebia o quanto uma aventura se pode se transformar numa conquista. Putz! Como eu cresci.
Aprendi com cada um dos jornalistas, estagiários, ou operadores, um montão de coisas... e não apenas para a minha profissão, mas para a vida mesmo. O que mais ganhei do jornal foi uma coisa que eu nem pensei muito no início... as amizades. É até chato falar de uns especificamente, pq vc termina tendo um carinho por todo mundo... mas é isso que me deixa mais satisfeito! Sair "de bem", sair bem... sair querendo ficar e com gente querendo que eu fique.
Mas como eu já falei, sou muito inconstante em certas coisas e a hora é de mudar os ares. Quando entrei no meu carro, hoje, 267 dias depois, não pensei num fim, mas num novo começo... e por mais problemas que eu tenha tido, acho que este primeiro passo completo é o primeiro de uma - tomara Deus - longa caminhada de sucesso.
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Tudo que começa, há de terminar um dia... mesmo que dure para sempre, mas um dia termina!!!
Esta história começou em 16 de maio de 2003.
Quando eu saia daquele prédio, às 19h30, quase nove meses depois, eu percebi o quanto estava modificado. Sentia o gosto do dever cumprido... sentia aquele mesmo insuperável gosto de ter acertado. Não tinha nem sobra do frio na barriga do primeiro dia, quando até o nome azul iluminado me assustava.
É engraçado como as coisas estão diferentes hoje em dia. Nem a clássica camisa de gola pólo eu tava usando. A dúvida e o medo do início deram lugar a outras coisas. Na verdade, no mesmo estacionamento, nove meses depois, percebia o quanto uma aventura se pode se transformar numa conquista. Putz! Como eu cresci.
Aprendi com cada um dos jornalistas, estagiários, ou operadores, um montão de coisas... e não apenas para a minha profissão, mas para a vida mesmo. O que mais ganhei do jornal foi uma coisa que eu nem pensei muito no início... as amizades. É até chato falar de uns especificamente, pq vc termina tendo um carinho por todo mundo... mas é isso que me deixa mais satisfeito! Sair "de bem", sair bem... sair querendo ficar e com gente querendo que eu fique.
Mas como eu já falei, sou muito inconstante em certas coisas e a hora é de mudar os ares. Quando entrei no meu carro, hoje, 267 dias depois, não pensei num fim, mas num novo começo... e por mais problemas que eu tenha tido, acho que este primeiro passo completo é o primeiro de uma - tomara Deus - longa caminhada de sucesso.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2004
Ontem passei o dia fotografando. Ah! como isso é bom!
A Festa de Iemanjá stava como sempre esteve... cheia de getne, cheia de fé, com uma energia contagiante.
Meu pedido foi o mesmo que faria em outras épocas, mas desta vez com uma dose de urgência maior. Preciso de uma certeza!!! Chega de apenas dúvidas, e apenas riscos... preciso de uma certeza! Minha mãe Iemanjá há de me ajudar e me colocar no rumo... ou pelo menos num rumo, seja ele qual for!
Fiz fotos para o jornal, tem algumas lá na edição online... mas separei uma delas, a última que fiz e a mais bonita, ao meu ver. Nem vou contar aqui um comentário que fiz com Luisa lá na praia pq tenho certeza de que as pessoas não vão me entender bem... ehehhe... fiquem com a foto!

Outras fotos em Galeria
A Festa de Iemanjá stava como sempre esteve... cheia de getne, cheia de fé, com uma energia contagiante.
Meu pedido foi o mesmo que faria em outras épocas, mas desta vez com uma dose de urgência maior. Preciso de uma certeza!!! Chega de apenas dúvidas, e apenas riscos... preciso de uma certeza! Minha mãe Iemanjá há de me ajudar e me colocar no rumo... ou pelo menos num rumo, seja ele qual for!
Fiz fotos para o jornal, tem algumas lá na edição online... mas separei uma delas, a última que fiz e a mais bonita, ao meu ver. Nem vou contar aqui um comentário que fiz com Luisa lá na praia pq tenho certeza de que as pessoas não vão me entender bem... ehehhe... fiquem com a foto!
Outras fotos em Galeria
domingo, 1 de fevereiro de 2004
Me questionam sobre minha inconstância e sobre meus amores... me questionam das minhas mudanças, que ocorrem de uma semana para outra... me questionam sobre amar e amar perdidamente e não amar... pedi a Drummond que me ajudasse...
AMAR
(Carlos Drummond de Andrade)
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
xxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Amar
(Florbela Espanca)
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
AMAR
(Carlos Drummond de Andrade)
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
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Amar
(Florbela Espanca)
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
segunda-feira, 26 de janeiro de 2004
Se um dia as coisas ficarem difíceis e você pensar em desistir... se você ficar desesperado, angustiado, querendo mandar tudo pro inferno... RELAXE!!! Tudo na vida passa... até uva passa!!! To falando sério! Tudo na vida passa, tudo se transforma e uma dor pode virar um grande amor... um grande amor pode virar um livro... um livro pode virar apoio para móveis num quarto escuro... só que este quarto escuro pode virar um estúdio fotográfico onde se revelam sorrisos, beijos e paixões... tudo na vida passa, tudo se transforma...
Pra variar, meu ano começa sempre no fim de janeiro, depois do OPA... e vamos lá! mais um ano começando e novas (bastante novas) perspectivas... novos horizontes e energias apontadas para o norte!!!
Pra variar, meu ano começa sempre no fim de janeiro, depois do OPA... e vamos lá! mais um ano começando e novas (bastante novas) perspectivas... novos horizontes e energias apontadas para o norte!!!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2004
O mundo é pequeno... parte I
Que o mundo é pequeno, todo mundo já sabe... e que Salvador é um OVO, já estão cansados de ouvir falar... mas é só fazer uma forcinha que vc pode encontrar qualquer pessoa por ai... e com a internet, então! imagina!!! Hoje foi o dia de um reencontro incrível!!! Ricardo Aita e Juliana Zantut no meu MSN, dá pra acreditar???? Não, né? até porque ninguem tem idéia de quem são as figuras. Vamos simplificar...
Pare exatamente neste pondo de sua vida e olhe para trás... BEM PARA TRÁS!!! Uns 10 anos... agora imagine sua turma do colégio... seus colegas, todos eles... imaginou??? Pronto... imagine dois destes colegas sumindo da sua vida naquele momento... 10 anos de um vazio, de um silêncio naquela amizade que se tinha (ah! mas com 12 anos, ir embora não parece ser tão desespeador quanto aos 23, não precisa chorar!)... ai, volte para hoje em dia... imagine vc fazendo suas coisas por ai e, de repente, uma figura pergunta: "ei, desculpe mas... vc é "não-sei-quenzinho", "não-sei-de-onde"??? NA MOSCA!!! Vc reconhece na hora, mesmo 10 anos depois!!! ai essa figura diz: "peraê... vou chamar uma pessoa"... em um minuto está lá: "Essa é fulaninha, lembra dela???".... deu pra entender??? Ai vcs começam a lembrar dos colegas de novo... lembram de cada detalhe maluco da história e esquece coisas muito importantes... ehehe... é a vida, né???
O que mais me lembro do Ricardo é que o pai dele trabalhava no Polo... e que trocamos a figurinha do Pintado (ex-São Paulo) para que eu completasse meu álbum do Campeonato Brasileiro... ehhehe...
De Juliana, lembro de mais coisas... mas o que ficou marcado foi uma corrida que disputamos, para ver quem era mais rápido. Ela venceu, se não me engano, lá na quadra do bloco 2 do ISBA... que nem existe mais, diga-se de passagem!
e muitas outras coisas... só com muito tempo pra contar!!!
Pois bem.... encontro doido esse, mas que não pode passar em branco... não quero perder contato, não mesmo!!! Juliana tem fotolog, tá até nos meus F/F agora... Ricardo não, mas o MSN já ajuda bastante...
Para matar a saudade... ai a foto da turma, desenterrada do fundo do baú!!!
Que o mundo é pequeno, todo mundo já sabe... e que Salvador é um OVO, já estão cansados de ouvir falar... mas é só fazer uma forcinha que vc pode encontrar qualquer pessoa por ai... e com a internet, então! imagina!!! Hoje foi o dia de um reencontro incrível!!! Ricardo Aita e Juliana Zantut no meu MSN, dá pra acreditar???? Não, né? até porque ninguem tem idéia de quem são as figuras. Vamos simplificar...
Pare exatamente neste pondo de sua vida e olhe para trás... BEM PARA TRÁS!!! Uns 10 anos... agora imagine sua turma do colégio... seus colegas, todos eles... imaginou??? Pronto... imagine dois destes colegas sumindo da sua vida naquele momento... 10 anos de um vazio, de um silêncio naquela amizade que se tinha (ah! mas com 12 anos, ir embora não parece ser tão desespeador quanto aos 23, não precisa chorar!)... ai, volte para hoje em dia... imagine vc fazendo suas coisas por ai e, de repente, uma figura pergunta: "ei, desculpe mas... vc é "não-sei-quenzinho", "não-sei-de-onde"??? NA MOSCA!!! Vc reconhece na hora, mesmo 10 anos depois!!! ai essa figura diz: "peraê... vou chamar uma pessoa"... em um minuto está lá: "Essa é fulaninha, lembra dela???".... deu pra entender??? Ai vcs começam a lembrar dos colegas de novo... lembram de cada detalhe maluco da história e esquece coisas muito importantes... ehehe... é a vida, né???
O que mais me lembro do Ricardo é que o pai dele trabalhava no Polo... e que trocamos a figurinha do Pintado (ex-São Paulo) para que eu completasse meu álbum do Campeonato Brasileiro... ehhehe...
De Juliana, lembro de mais coisas... mas o que ficou marcado foi uma corrida que disputamos, para ver quem era mais rápido. Ela venceu, se não me engano, lá na quadra do bloco 2 do ISBA... que nem existe mais, diga-se de passagem!
e muitas outras coisas... só com muito tempo pra contar!!!
Pois bem.... encontro doido esse, mas que não pode passar em branco... não quero perder contato, não mesmo!!! Juliana tem fotolog, tá até nos meus F/F agora... Ricardo não, mas o MSN já ajuda bastante...
Para matar a saudade... ai a foto da turma, desenterrada do fundo do baú!!!
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