quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Nova via crucis... Marginal Pinheiros

Tô saindo de uma marginal para outra. Da Tietê para a Pinheiros... da Estação Barra Funda para a Estação Pinheiros. E o que muda? Quase nada... talvez a vista... talvez a velocidade... a felicidade, certeza...

Mas as novas histórias virão... pode apostar!


(fotinha da Marginal Pinheiros feita do prédio da Abril, durante a festinha dos blogueiros e fotógrafos VIP)

amo muito tudo isso

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Retirante News


Especial da Folha sobre a Grande São Paulo revela e o Destak desta segunda-feira repercute --->

Leia a reportagem completa:

Perfil do migrante muda na Grande SP

Pela primeira vez, os nordestinos deixaram de representar mais da metade dos forasteiros recém-chegados à região metropolitana

Migrantes do interior e de outros países passaram a ter presença maior na capital e no seu entorno, diz estudo de pesquisadores do Seade

DA REPORTAGEM LOCAL
DA SUCURSAL DO RIO

Estudo feito por pesquisadores da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), do governo paulista, mostra que o perfil dos migrantes que se mudam para a Grande SP é diferente de 20 anos atrás.
A participação dos nordestinos teve uma queda acentuada nesse período, o que fez com que a proporção de migrantes do interior de São Paulo, de outras regiões do país e até do exterior aumentasse.
Apesar da queda, os nordestinos ainda estão longe de perder o título de maior grupo migrante que se fixa na metrópole paulista. Em 2006/2007, cerca 317 mil nordestinos disseram ter chegado à Grande São Paulo nos três anos anteriores.
O segundo maior grupo, os migrantes do interior do Estado de São Paulo, contabilizou 153 mil chegadas à metrópole.
No final dos anos 80, a Grande São Paulo recebeu perto de 12 mil migrantes vindos do exterior (1,3% do total). Mais recentemente, no período 2006/ 2007, ganhou cerca de 26 mil estrangeiros (4%).
Nesse grupo está Felippo Ferrantelli, 30, que nasceu no Caribe e se dividia entre a França e a Itália. Antes exportador de roupas européias para o Brasil, há dois anos ele se mudou para São Paulo e passou a importar as mesmas marcas.
"Como vivi sempre perto da praia, quis viver no Rio", diz. "Mas, por uma questão de trabalho, acabou tendo que ser mesmo São Paulo."
A metrópole brasileira assustou no começo. "Nem na Europa, nem na Ásia, nem em nenhum outro lugar eu tinha visto um trânsito como esse."
No mesmo grupo está a boliviana Filomena Laime, 37, que chegou a trabalhar 18 horas por dia em confecções clandestinas da capital. "Mesmo a gente passando tudo o que passou, valeu a pena ter vindo", diz ela.
O estudo, feito com base nas pesquisas de emprego e desemprego que a Fundação Seade realiza mensalmente na região metropolitana, não determina, ao contrário do Censo, quantas pessoas saíram da Grande São Paulo.
(ANTÔNIO GOIS, WILLIAN VIEIRA E RICARDO WESTIN)

Paraíso Astral


A vida tem dessas coisas. Há quem diga que o mês que antecede o nosso aniversário é marcado por problemas, confusões e essas coisinhas que resultam no chamado "inferno astral". Não sei se é só comigo ou se rola com mais gente, mas vivo o verdadeiro Paraíso Astral entre os dias 29 de setembro e 29 de outubro, dia em que sopro as velinhas...

E nesse ano, para não fugir à regra, ganhei um presente antecipadíssimo... e ainda pequenos detalhes que iluminaram o dia... como na foto acima, do céu limpo e azul em São Paulo, fazendo o Tietê cintilar e um calorzinho generoso...

Como dizem pelo lado de lá do Atlântico, estou em grande... e feliz!

Que venham mais 30 dias de pura alegria...

sábado, 27 de setembro de 2008

Vidas Secas - Baleia, a companheira do retirante

"Entristeceu. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. A sina dele era correr mundo, andar para cima e para baixo, à toa, como judeu errante. Um vagabundo empurrado pela seca. Achava-se ali de passagem, era hóspede. Sim senhor, hóspede que demorava demais, tomava amizade à casa, ao curral, ao chiqueiro das cabras, ao juazeiro que os tinha abrigado uma noite.

Deu estalos com os dedos. A cachorra Baleia, aos saltos, veio lamber-lhe as mãos grossas e cabeludas. Fabiano recebeu a carícia, enterneceu-se:

-Você é um bicho, Baleia"
(Vidas Secas, Graciliano Ramos)

--> E Baleia é a vida para qualquer retirante... sinto falta de uma Baleia em casa

Aproveitando o comentário de minha mãe, ouçam Samarica Parteira, música sensacional de Luiz Gonzaga... um causo do Sertão... não tem Baleia, mas tem Cruvina!



quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Retirando na José Paulino

Bem... há séculos moro em São Paulo e NUNCA tinha ido à famosa rua José Paulino, no Bom Retiro. Então nesta quinta-feira foi dia de me aventurar pelas bandas da Estação da Luz, matar a curiosidade sobre a "Zepa" e ainda comprar meia dúzia de muambas na Santa Ifigênia (post que fica para um outro dia).

A história começa quando resolvi acompanhar minha sogra, que ia APENAS trocar uma blusinha... o resultado? Veja no vídeo e nas fotos...



Mas o verdadeiro motivo que me fez levantar cedo e correr para a José Paulino foi pq me falaram que lá tinha um marco que indicava o local onde nasceu o Sport Club Corinthians Paulista, ou Curintia, para os manos...

Procurei, procurei, procurei... e achei esse pedacinho de concreto pintado de preto onde uma animada vendedora de óculos escuros estava sentada... Não tinha nenhuma plaquinha, nenhuma indicação... nada!

Ai pensei: "eu nem gosto do Corinthians, mas acho que merece algo melhor do que a bunda de uma ambulante em seu marco zero".

Mas, tudo bem... aprendi há tempos a dizer que "aqui é Curintia, dom..." e eu aceito.

Outro dia, mais detalhes sobre a Zepa e o centro de São Paulo... estou devendo um passeio de verdade por lá.

Edifício Santa Josefa

A pedido de uma moradora do prédio, corrijo algumas informações no post.

Cortiço Santa Josefa - Bom Retiro - São PauloEste prédio branco é o Edifício Santa Josefa, no Bom Retiro, em São Paulo. Chegaram a classificá-lo com nomes que nem ouso repetir. Mas é um prédio de família.

Tive vontade de saber um pouco como é por dentro. Mas a vontade passou.

Certamente moram aí vários trabalhadores e pessoas de bem.